Procura-se Família!

Ei! Conhece uma família bacana, sem cachorros bobões, que tenha uma caixinha de areia sempre limpinha e ração no pote? Uma que queira levar uma linda gatinha tricolor pra casa? Posso ser filha única ou me acostumar a ter outros gatos fofos como eu pra brincar, não ligo, fico bem de qualquer jeito.

Sou meio assustadinha porque morei um pouco na rua e aprendi a não confiar muito em ninguém, mas gosto de carinho e cafuné, e correspondo com pequenas cabeçadas e mordidinhas de amor. Os tios que me acolheram me levaram em outros tios de branco e eu fiquei bem zonza lá, mas acordei vestindo uma roupa estranha e me disseram que nunca mais serei perseguida por outro gato ou terei gatinhos. Fiquei feliz, né? Também me deram vacinas e uns remedinhos pra verme. Falaram que vai demorar muito pra precisar tomar de novo, então tô ótima!

Sei que nessa casa tem outros gatos, até vi um, mas parece que não podemos ficar juntos. Sei lá, uma coisa sobre FeLV que eles tem... Daí eu fico sempre sozinha, só convivo com os tios de casa e com uns outros legais que vem aqui me ver. Se alguém quiser me levar pra casa por uma pequena temporada*, até eu arrumar uma família bacana, vou ficar muito feliz em andar livre pelo lar temporário. Prometo retribuir com muito carinho.

Olha eu aí no meu cartazinho de adoção:


Quem puder divulgar, agradeço!


*Lar Temporário - por tempo determinado, a combinar. Todas as despesas (ração, areia, eventuais cuidados médicos) por nossa conta. 

Dia 81 - tchau, bebês!

Sim, sim! As bebês alaninhas já foram para sua casa definitiva. 

Foram até lá muito bem acomodadas na caixinha de transporte e não reclamaram de nada. Chegando lá, a tricolor espevitada já arriscou umas saídas pela casa e se interessou a conhecer a gatinha da família (que acabou perdendo o posto de filha única), uma outra tricolor muito parecida com ela e linda demais. A bicolor, mais medrosa, só acompanhou um pouco a irmã e logo descobriu que debaixo do sofá tinha um ótimo esconderijo. Ficaram assim até a hora que saí. 

Vem, irmã!!!

Arranhador legal...

Humm... Pra onde eu vou agora?




Conheci pessoalmente a mamãe da família e nunca poderei agradecer o suficiente à amiga Dani por me "apresentar" (entre aspas porque nós mesmas nunca nos vimos ao vivo) ao casal que se interessou pela adoção das duas e esperou pacientemente que elas tivessem idade suficiente para se separar da mamãe Alana. Saber que serão amadas e cuidadas é o melhor que poderia me acontecer, já que, literalmente, vi as duas nascerem. Espero de coração que a presença delas alegre e traga mais amor à família. Pedir mais que isso realmente não dá.

E Alana? Alana também tem novidades... No último dia 20 ela foi castrada! Sim, nunca mais essa fofura vai receber a enxurrada de hormônios do cio, ser perseguida por gatos nem correr o risco de gerar filhotes que colocam sua saúde em jogo e que, talvez não tenham para onde ir. Esterilizar é um ato de amor! Ok, campanha a favor da castração no mode off agora...

A cirurgia correu perfeitamente bem e foi feita na Clínica Ipiranga (próximo ao metrô Sacomã), olha que linda a fofura de malhinha cirúrgica e ainda meio grogue por conta da anestesia:





 Alana tomou antibiótico/anti-inflamatório por 6 dias (bom, no último não conseguimos, ela estava esperta conosco) e a médica retirou o único pontinho cirúrgico no sétimo dia. Tudo sequinho e cicatrizado. Yay! Ainda vai retornar à vet no fim da semana pra ver se o inchaço diminuiu totalmente e se a cicatrização interna correu bem. Nós até tentamos separá-la das filhotes no pós-operatório mas foi pior, ficou muito agitada miando e subindo em tudo.

Aliás, essa foi uma preocupação que nos ocorreu com a adoção das bebês. Ficamos apreensivos que Alana, agora sozinha no escritório, sentisse muito a falta delas e sofresse com o confinamento. Bom, ainda é cedo pra dizer alguma coisa, mas sua tarde se passou assim:





Foi muito cafuné e colinho do tio que ficou em casa doente hoje (tá tudo bem, foi só uma crise de sinusite). Pelo menos nos primeiros dias, tentaremos dar um pouco mais de atenção a ela e observar como fica seu comportamento. Aliás, enquanto escrevo esse post ela está lá dormindo na caixa de transporte grandona (da minha cadela de 15Kg), toda arrumada pra aguentar o frio que faz aqui no ABC. Desde que os bebês nasceram, nunca a vi tão relaxada para dormir. Está deitadona, largada no colchão da caixa, e não mais dormindo sentada e sempre alerta como nos últimos 81 dias. Miou e procurou bastante pelas duas durante a noite, mas espero que perceba logo que o trabalho acabou e agora é só aproveitar a boa vida.

Agora, vai ser força total na campanha para adoção da mamãe Alana! Tenho certeza de que ela encontrará um lar, espero que seja tão bom quanto o das suas filhotinhas. 

Dia 68 - na garagem

Hoje, muitas fotos de uma tarde feliz brincando na garagem. Nos dias raros de sol (afinal, estamos em São Berlondres no fim do inverno), o trio alaninho pode ficar algumas horas tranquilo fora do escritório. Portões telados, ambiente quentinho e ótima maneira das gatinhas verem o movimento da rua (pessoas, carros, cães) e socializarem bem seguras em casa. 

Amanhã é dia da cirurgia de esterilização da mamãe e se aproxima o dia em que todas deixarão nossa casa para irem para suas famílias. As filhotes estão cada dia menos dependentes da mãe e Alana não sentirá tanta falta delas...

Por enquanto, cata só a lindeza do trio ternurinha:








































Dia 56 - ajudantes

Quem tem gato sabe como é: tarefas aparentemente fáceis se tornam um pouco mais complexas quando se tem ajudantes felinos.

Digamos que você tenha certa habilidade manual e deseja fazer um projeto artesanal. Você precisa copiar um molde e só vai precisar de papel, régua e caneta, correto? Vejamos... Primeiro vem uma filhota ver o que está acontecendo. Fuça e cheira tudo. Você brinca um pouco com ela e tira de lá.



Depois a mamãe vem verificar se filhota está bem e o que ela achou de tão interessante. Você também brinca e faz cafuné e a tira da mesa.




Aí, depois que você tira a mamãe que resolveu brincar com os objetos da mesa, filhota 1 resolve que sua cadeira é um bom lugar pra fiar.



Aí a mãe vai cuidar da filhota e as duas ficam por lá mesmo. Você brinca e tira as duas.



Você pisca o olho e estão as duas filhotas da cadeira de novo, confortavelmente instaladas o travesseiro que você usa pra apoiar as costas (#velha). Aí essas carinha lindas vencem você decide que o projeto fica pra outro dia e só brinca com as três mesmo...


Dia 45 - vacina e passeio

Adivinhem quem tem carteira de vacinação igual a da mamãe? Sim, as alaninhas! Foram visitar a Dra. Amanda, cortaram unhas, passaram por avaliação geral e tomaram a V4. Clarice (apelido da tricolor) reclamou e deu um pouco mais de trabalho mas Cecília foi uma lady. Com prêmio, ganharam 1 hora de passeio livre no quintal limpinho com Herbalvet.

Alana anda um pouco triste e estressada com o confinamento (afinal são dois meses), então o plano agora é deixar que as três brinquem no solzinho da manhã por algumas horas no quintal. É uma operação de guerra trazer a tralha toda (água, comida, caixa de areia) e depois levar tudo de volta pro escritório, mas pelo bem da sanidade mental da família, é preciso que ela sintam outros cheiros e ouçam novos ruídos. Faz parte de uma boa socialização e as bebês já tem idade pra brincar num ambiente maior.

Logo mais edito o post com os vídeos da primeira saída da turma.











Dia 43 - cadê os bebezinhos que estavam aqui?

Cresceram um bocado e agora são essas belezuras!









Cronograma



Contei que toda a família visitou a Dra. Amanda do Pet Center Marginal (São Bernardo do Campo) e que estava ótima, não é? O que esqueci de dizer foram as recomendações para cada uma das belezuras do trio. Na consulta Alana tinha ganho cerca de 100g Está com 4,600 kg), o que é muito bom já que mamães podem perder peso durante a amamentação. Por isso é importantíssimo que elas tenham ração de ótima qualidade sempre disponível e que o seu apetite seja monitorado. Alana come muito bem, diria até que é esfomeada. Com o resultado do exame (sorologia - Elisa) para FeLV/FIV negativo e já vacinada com a quíntupla e anti-rábica, ela só recebeu a indicação da vermifugação e avaliação geral.

Já para os bebês, Dra. Amanda indicou, além do esquema de vermifugação, a papinha de desmame e a futura vacinação. Também tiveram suas unhas cortadas porque a tia aqui não conseguiu fazer isso sozinha e também foram avaliados e pesados (450 e 500g para bicolor e tricolor, respectivamente). A Clarice (apelido da tricolor) estava com uma secreção nos olhinhos mas, como nunca espirrou ou teve qualquer outro sintoma, só precisou de limpeza diária  com soro fisiológico. A cada dose do vermífugo, todo o trio vai ganhar doses diárias (por 5 dias) de probiótico, tudo para ficarem mais fortinhas e saudáveis. 

Aqui um esquema básico dos cuidados de mamãe e bebês que temos usado:

Aos 53 dias de gestação (aproximadamente):
Alana -  avaliação da saúde geral

Aos 57 dias de gestação:
Alana - ultrassom e radiografia para confirmar a prenhez e determinação do número de fetos

Aos 67 dias de gestação (dia 0):
Nascimento dos alaninhos

Vermifugação:
2a, 4a., 6a., 8a. e 12a. semanas de vida dos bebês
(a cada etapa do ciclo era indicação usar um probiótico mas nas duas primeiras os bebês não conseguiam engolir a pastinha)
Vacinação:
Alana - iniciamos na 3a. semana de vida dos bebês
Clarice e Cecília - início aos 45 dias de vida

Desmame:
Início na 4a. semana de vida dos bebês.
(Usamos uma papinha de desmame para filhotes de gatos mas Clarice e Cecília não gostaram e pularam do leite materno direto para a ração seca, pouco depois dos 30 dias de vida).

Esterilização:
Alana - provavelmente a cirurgia será feita em meados de setembro, quando o esquema de vacinação estará completo.
Clarice e Cecília - ainda será definida pela médica. Depende muito de quando as duas irão para seus lares definitivos.


Cada médico pode ter seu próprio cronograma e tudo também vai depender da saúde da mamãe e bebês. Alana, apesar de ter vivido na rua, tem um estado geral ótimo, se alimenta bem, usa caixa de areia e bebe água com regularidade. As duas alaninhas são muito ativas, fizeram uma ótima transição para a ração seca e aprenderam bem rápido a usar a caixa da mamãe. Com um quadro bom desses, praticamente não há nada com que se preocupar a não ser oferecer alimentação de ótima qualidade e a imunização correta.